📅 Publicado em 06 de maio de 2026 · ⏱ 5 min de leitura · ✍️ Por Herbert C. Morais · 🏷️ Estatística
Em sorteios aleatórios uniformes, a distribuição esperada dos 25 bichos é simples: cada um deveria aparecer 4% das vezes (1 em 25). Mas como amostras finitas geram variação, é importante entender quanta flutuação é normal e quanta seria suspeita.
A binomial e a flutuação
A distribuição binomial nos diz quanto esperar de variação. Em 1.000 sorteios, cada bicho "deveria" aparecer 40 vezes, com desvio-padrão de cerca de 6 (raiz quadrada de 40·24/25). Logo, 95% dos bichos devem aparecer entre 28 e 52 vezes. Se um bicho aparece 60 vezes em 1.000, é alto mas plausível.
Quando o desvio é suspeito
Se um bicho aparece 80 vezes em 1.000 (mais de 6 desvios-padrão acima do esperado), isso seria estatisticamente improvável o suficiente para suspeitar de viés mecânico ou erro de coleta. Em nenhum dos dados que processamos do Deu no Poste vimos algo assim.
Diferença entre cabeça e demais prêmios
Se a frequência for medida apenas do 1º prêmio (cabeça), a amostra cai pra ~1/7 do total e a variação proporcional aumenta. Por isso é importante saber qual base de cálculo está sendo usada — frequências absolutas e relativas comportam-se diferente em janelas pequenas.
Como ler nossa página de análise
Em /jogobicho exibimos a frequência por bicho com o número total de sorteios analisados. Sempre olhe o "n" (número de sorteios). Em janelas curtas, qualquer bicho pode parecer "muito quente" ou "muito frio" — isso é flutuação, não tendência. Considere amostras de pelo menos 200 sorteios por tipo para tirar conclusões.
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Veja também:
- Análise estatística completa do Deu no Poste RJ — frequência por bicho atualizada a cada 15 minutos
- Tabela dos 25 bichos com dezenas e história
- Outros artigos do blog sobre loterias e Jogo do Bicho
- FAQ — perguntas frequentes sobre estatística e modalidades